terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Devolução de trabalhos

Pessoal, os trabalhos entregues, com meus comentários, estão disponíveis para vocês no escaninho, na entrada da FABICO.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Crônica

Na próxima quinta-feira, 06/12, haverá um encontro da turma de red jornal III, que também ministro, com o poeta, escritor e jornalista FABRÍCIO CARPINEJAR, na sala 310. Ele vai conversar conosco sobre crônica e outras cositas más. Será às 9h. Vocês estão convidados!!!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Fim de semestre

Pessoal, queria agradecer a todos pela colaboração e desejar boas festas e boas férias!!

Lembrem-se do nosso cronograma de entrega dos trabalhos (dia 06/12, no meu escaninho, é o prazo final).

Estarei à disposição de vocês para devolver os trabalhos e discutir notas na terça, 11/12, pela manhã, na sala 113. Abraço!!!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Vai acabar


Nosso próximo encontro, no dia 27, é a nossa última aula.

Então:

1) ENTREGA DE TRABALHOS - No dia 27, ao vivo, ou até quinta-feira, dia 06/12, no meu escaninho na portaria.

2) MITCHELL - Para a próxima aula, o trecho a ser lido vai da página 70 a 116 e é o CLÍMAX do livro.´É onde está o segredo de Joe Gould propriamente dito. O segredo envolve um dilema e uma decisão difícil tomada pelo próprio Mitchell (o cara do chapéu, aí em cima). Portanto, além da leitura, peço que cada um escreva um pequeno texto, tentando responder à pergunta: "O que faria se fosse Mitchell?". ESTE TEXTO CONTA COMO TRABALHO DE AULA, OK?

3)INDICAÇÕES DE LEITURA PARA AS FÉRIAS - No melhor final de ano letivo, peço que cada um traga pelo menos uma indicação de livro para partilhar com os colegas. Se quiser, leia um trecho, declame uma poesia etc etc. Chimarrão tb.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Este é o quadro

Este é o quadro citado no trecho de O segredo de Joe Gould que vocês devem ler para a próxima aula.




Quadrinhos - novidade

Da BBC:

Marvel coloca parte de acervo para leitura na internet

A Marvel, gigante americana dos quadrinhos, está oferecendo parte de seu acervo para internautas.

A maioria dos 2,5 mil exemplares ficará disponível mediante assinatura mensal ou anual. Mas, para conquistar internautas que não estão acostumados a pagar por conteúdo, 250 exemplares estarão disponíveis de graça.

Os assinantes terão acesso a exemplares raros on-line, como os primeiros números de séries como Homem-Aranha, O Incrível Hulk e Quarteto Fantástico.
Segundo o jornal americano USA Today, os internautas poderão avançar pela história de várias formas, inclusive quadro a quadro. A página da Marvel informa que não é necessário baixar nenhum programa para ver os exemplares e que serão oferecidos também tutoriais, explicando como os quadrinhos poderão ser acessados.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Para próxima aula

Na próxima aula, depois do feriadão, vamos analisar o trecho entre as páginas 33 e 70 do livro do Mitchell. É o início do segundo perfil.

Para isto, vamos trocar os temas analisados por cada um, conforme o seguinte esquema:

1) Mudanças no estilo do narrador em relação ao primeiro perfil- Tônia, Andreza e Ana Lúcia

2) Semelhanças no estilo do narrador em relação ao primeiro perfil- Baibich, Ressel e Igor

3) Forma como estrutura a narrativa - Alana, Luciane e Rafael

4) Diferenças no perfil/psicológico e físico do personagem - Luis Eduardo, Marcus, Milene e Érico

Lembra que a leitura e a entrega do comentário CONTAM como trabalho da disciplina e que o texto já está disponível na pasta.

Bom feriado

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Joseph Mitchell

"Joe Gould é um homenzinho alegre e macilento, conhecido em todas a lanchonetes, tabernas e botecos imundos do Greenwich Village há um quarto de século. Às vezes, ele se gaba de ser o último dos boêmios. 'Os outros todos caíram fora', explica. 'Uns estão na cova, outros no hospício e alguns no ramo publicitário.' Sua vida não é fácil; três flagelos o atormentam; falta de teto, fome e ressaca. (...)"

Assim começa "O segredo de Joe Gould", de Joseph Mitchell, última obra prevista no nosso programa e com a qual começaremos a trabalhar na próxima semana. O texto do livro é composto por dois perfis da mesma pessoa (o tal Joe Gould), um escrito em 1942 e outro em 1964, ambos para a revista The New Yorker. O trecho acima é do primeiro perfil.

Como os textos serão mais longos (e a idéia é encarar o livro todo), vamos lê-los em casa e discuti-los em aula. A leitura será cobrada. O primeiro trecho a ser lido é o perfil escrito em 1942. Ele chama-se "O Professor Gaivota". O texto (p. 11 a 32) já está no xerox. Outra boa pedida é adquirir o livro (custa R$ 36,00 na Cultura e na Saraiva e R$ 32,40 no site da Siciliano).

Além de lê-lo, peço que façam um levantamento (por escrito - dois ou três parágrafos) das seguintes características, para discutirmos em aula (cada grupo de alunos ficou encarregado de um aspecto diferente, mas o trabalho é individual):

1) Características físicas do personagem - Tônia, Andreza e Ana Lúcia

2) Características psicológicas do personagem - Baibich, Ressel e Igor

3) Elementos da linguagem e do estilo do autor - Érico, Alana, Luciane e Rafael

4) Características do cenário - Luis Eduardo, Marcus, Milene

Este pequeno levantamento escrito contará como um dos TRABALHOS previstos na disciplina.

Para quem se interessar, há uma biografia do Mitchell em http://www.ncwriters.org/services/lhof/inductees/jmitchel.htm

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Dica da Andreza

Esse é o link pra um blog só de tirinhas do Calvin. Tem também link pra outros blogs: Mafalda, Peanuts, Hägar e outros.
http://depositodocalvin.blogspot.com/



Comentário da Clarice: Eu visitei e recomendo. É um belo blog para amante de quadrinhos! Olhem só uma amostra de tudo o que o cara disponibiliza:

Clube da Mafalda Tiras Traduzidas Snoopy (Peanuts)
Tiras do Zero Tiras do Hägar
Mother Box Tirinhas - Turma da Mônica
Baú  Wulffmorgenthaler Tirinhas do Garfield
Indigo City Sunset Clube do Pança
Nóis na Tira Quadrinhos do Horácio
Linha do trem Malvados

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Quadrinhos

A idéia para a próxima aula é experimentar um pouco a produção de quadrinhos. Vamos começar trabalhando com elementos de quadrinhos já existentes, disponíveis no xerox. Quem quiser pode usar também material próprio (revistas ou xerox de revistas).

A proposta é se apropriar de balões, desenhos, quadros, falas, onomatopéias, personagens do material disponível e criar novos quadrinhos a partir disso.

Pode ser apenas trocar as falas dos balões. Pode ser a interferência gráfica mudando o sentido ou uma colagem de elementos variados e diferentes. O que quiserem.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Para próxima aula

Hoje trabalhamos com a riqueza vocabular do texto "Pode uma feijoada derrubar o governo? Pois foi o que aconteceu", de Joel Silveira.

Quem não veio e quiser trazer o trabalho da próxima aula, pegue o texto no xerox, leia e separe cinco palavras que não conheça. Busque o significado destas palavras no dicionário e escreva um texto, sobre qualquer tema, utilizando-as.

Para a próxima aula, pedi também que trouxessem uma revista ou obra em quadrinhos que gostem e sobre a qual possam falar um pouco. ok?

Vamos fazer umas duas aulas sobre quadrinhos. Para aperitivar, aí vai um que eu gosto muito, o Little Nemo at Slumberland:



segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Joel Silveira

Amanhã é a nossa última aula abordando a obra do jornalista Joel Silveira. Como aperitivo, reproduzo historinha contada pelo mesmo de um episódio envolvendo o escritor Graciliano Ramos, e que aborda um pouco o processo de escrita, a revisão, a reescrita, a crítica etc.

"Graciliano era muito perverso. Um dia dei um conto meu para que ele fizesse uma avaliação. Começou a ler, aquele cigarro na boca, leu, leu e depois fez assim (imita o gesto de rasgar em pedacinhos uma folha de papel). Rasgou de uma forma que eu não pude nem emendar. Não disse uma palavra e depois me convidou: “Vamos ali fora beber uma cachacinha?” E não falou mais no assunto. Uns quatro, cinco anos depois, me encontrei com ele num almoço e eu o abordei: “Mas, Graciliano, e aquele conto que eu dei para você ler, você nunca me fez a crítica.” Ele então disse: “Horroroso. Horroroso."

A integra desta entrevista, publicada na revista Istoé em 2004, pode ser conferida no site http://www.terra.com.br/istoe/1825/1825_vermelhas_01.htm

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Harpo Marx

Harpo, irmão do Grouxo Marx, numa cena impagável do programa I love Lucy. Contribuição do Erico. Comparem com a cena anterior, do Grouxo.


quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Groucho Marx

Trecho de filme do Groucho Marx, aquele da história da ficha da alfandêga e do contrabandista.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O desafio

O desafio da semana é exercitar a ironia, aquela para quem o Aurélio encontra três acepções:

1. Modo de exprimir-se que consiste em dizer o contrário daquilo que se está pensando ou sentindo, ou por pudor em relação a si próprio ou com intenção depreciativa e sarcástica em relação a outrem;

2.
Contraste fortuito que parece um escárnio;

3.
Sarcasmo, zombaria.


Nossa inspiração é o texto A 1002ª noite da Avenida Paulista, de Joel Silveira.

Quem tiver interesse em ler um artigo do Fernando Morais sobre este texto e sobre a importância de Joel, clique em *BIOGRAFIA

Na próxima aula, vamos trabalhar com o texto 1943: Era assim os grã-finos em São Paulo, trabalho que valeu a Silveira o apelido de víbora. É um texto até mais irônico (ou sarcástico) que o 1002ª.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Começar uma crônica

Vai abaixo o iniciozinho daquela crônica do Machado de Assis que li em aula, para quem quiser exercitar mais deste gênero tão interessante:

Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue; está começada a crônica.

(fonte: As Cem Melhores Crônicas Brasileiras do Século, Joaquim Ferreira dos Santos (org), Editora Objetiva).

Para a próxima pedi que lessem o texto A 1002ª noite da Avenida Paulista, do Joel Silveira. Está no xerox, junto com outro trabalho do rapaz, 1943: Eram assim os grã-finos de São Paulo.

Peço que leiam e pontuem/destaquem/notem a ironia deste moço. Vamos começar a falar do grande Joel na aula que vem. Abaixo, uma fotinho dele.




terça-feira, 18 de setembro de 2007

Aula de 18/09

Hoje conversamos sobre crônica, suas peculiaridades e manifestações. No xerox, ficou um texto do Antônio Cândido (uma crítica a dois livros de crônica) no qual há algumas considerações sobre este gênero.

A idéia é que na próxima aula façamos um SARAU LITERÁRIO DE CRÕNICAS. Quem não quiser trazer uma crônica sua para ser lida, busque um texto de algum autor do gênero para apresentar aos colegas.

Abraço

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Na aula de hoje

Na aula de hoje, fizemos o exercício S + 7 sobre um texto escrito por cada um tendo por tema um sonho.

O S+7 consiste na substituição de todos os substantivos do texto pelo sétimo substantivo que apareça no dicionário.

Evidentemente, formam-se novos textos, com combinações absurdas e engraçadas. O objetivo é tentar entender a língua e o trabalho narrativo como um processo de significação arbitrário de sentido. Trocando em não tão miúdos: assenhorar-se do poder de criar.

Cada um escolheu uma frase ou expressão mais significativa ou interessante que brotou de seu fragmento agora sem sentido.

Esta frase ou expressão será agora o título de seu novo trabalho, com tema livre. Além do título, a única exigência é que o texto traga uma das expressões restantes (dos colegas) em seu corpo.

A lista de expressões doidas que saiu do trabalho é a seguinte:
- O sonobóia
- A sânie se espalhou pela água-forte
- Meu orifício está sentado ao meu lado
- O prognóstico deu cinco miosótis para o alvará finalizar a proveta
- Pouseiro era o assassino?
- Personalista de um sonífero
- O chiquê que liberava tal music-hall e também a gota da balada
- De repente o gato-no-mato-grande chega a CPD
- Que cântico! Vou tomar um solanco na pramana

Obs.: Rafael, depois de duas horas o cérebro engrenou e engatou a primeira. Não era ROMA, evidentemente, o palíndromo, e sim, a frase ROMA ME TEM AMOR OU ROMA É AMOR.
Por curiosidade, outras frases que são exemplo de palíndromo:
Até o poder do povo é ovo podre do poeta
Erro comum ocorre.
E até o Papa poeta é.

Para quem se interessar, o site oficial do Oulipo (em francês) é www.oulipo.net.
No link contraintes, estão as "regras" criadas pelo grupo para escrever. Na lista à direita, no S, procurem S+7 e cliquem.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Oficina literária no set

Rafael Achutti, aluno desta disciplina do semestre passado, dá a dica:
O Set Universitário da Famecos vai ter uma oficina de jornalismo literário.
No programa, jornalismo literário, novo jornalismo e jornalismo gonzo, mais reportagem, perfil, livro-reportagem, autores e obras.
O ministrante é o professor da Famecos e jornalista Vitor Necchi.

Dia: 19 de setembro, das 14h às 17h, 40 vagas.

Acessem http://www.pucrs.br/famecos/set/programacao.htm?param=2.

Obrigada pela dica, Rafael.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Sugestões

Andreza e Luciane mandam algumas sugestões bem legais relacionadas à aula de hoje.

A Andreza achou um conto no site dominiopublico.org, com obras disponíveis para download gratuito, "O Gato Preto", do Edgar Allan Poe. Noutro site, ela encontrou a transcrição do conto que comentei, "O homem na multidão". Confiram: http://www.gargantadaserpente.com/coral/contos/apoe_homem.shtml

A Luciane manda links com fotos e informações sobre o caso retratado no A Sangue Frio:
http://www.charliemanson.com/crime/clutter/
http://www.charliemanson.com/crime/clutter/clutter_photos.htm
http://www2.ljworld.com/photos/galleries/2005/apr/03/in_cold_blood_a_legacy_in_photos/=)

Para aula do dia 11/09

A proposta para o dia 11 é narrar uma multidão ou aglomeração de pessoas, tentando construir um caráter para este conjunto de pessoas, a exemplo do trecho lido de A Sangue Frio.
Usei o verbo narrar e não descrever de propósito; narrar presupõe uma seqüência de ações, ao contrário da descrição. Ou seja: minha proposta é que vocês descrevam uma multidão com algum movimento ou ação e não algo estático.

Deixei no xerox mais um trecho do livro, aliás o último que leremos da obra (p. 105 a 112).

Faremos um exercício especial na próxima aula e para isto, peço que todos tragam UM DICIONÁRIO.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

As vítimas e seus algozes de A Sangue Frio


Aqui estão os rostos dos dois assassinos confessos, Perry Smith e Dick Hickock.



Nesta capa de uma edição americana de A Sangue Frio, aparecem os rostos das vítimas do crime - a família Clutter.










O que ficou da aula de hoje, 28/08

Hoje conversamos sobre o contraponto, técnica literária que consiste em contar histórias paralelas, com idas e vindas temporais que podem ou não se cruzar. Ocorre quando o autor opta por justapor situações com personagens diferentes, combinando várias histórias simultaneamente.

A técnica do contraponto foi desenvolvida por Aldous Huxley em seu livro Contraponto (1928) e usada por Erico Verissimo (que traduziu o livro de Huxley) em Caminhos Cruzados (1934).

Mostrei como Capote se utiliza desta técnica para construir o suspense e apresentar a ação em A Sangue Frio.

Como proposta para a próxima aula (04/09), ficou, é claro, escrever tentando utilizar esta técnica. Tônia e Andreza vão trazer seus textos e quem quiser mais mostrar, é mais que bem-vindo.

Também estou deixando no xerox mais um trecho do livro do Capote, p. 294-297. Peço que leiam.

Vamos tentar trazer umas imagens das adaptações cinematográficas da obra para contrapor com o texto literário na aula que vem. Beijos

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Aula de 28 de agosto

A proposta de texto para esta aula é compor um personagem a partir da descrição de seu quarto, de sua casa ou de um objeto, a exemplo do trecho lido em aula de A sangue frio.

O personagem deve ser coerente com as características levantadas e listadas em aula: sexo, idade, características físicas, fraqueza e do que é capaz.

O André Ressel e o Igor ficaram de trazer os textos deles para lermos juntos. Quem quiser botar o seu na roda, é bem-vindo.

sábado, 18 de agosto de 2007

Aula de 21 de agosto

Na próxima aula, leremos juntos mais um trecho do A Sangue Frio, p. 69-74.

Também ficou combinado que todos tentariam fazer um texto com uma aproximação/distanciamento de cenário, nos moldes dos parágrafos introdutórios do livro do Capote, que lemos na aula passada.

Até.

sábado, 11 de agosto de 2007

Bem-vindos !!!!!!!

Estamos começando mais um semestre com a disciplina LABORATÓRIO DE TEXTOS, na Fabico. Espero que possamos aprender e nos divertir juntos até dezembro.

Na primeira aula (07/08), apresentei o programa da disciplina e recolhi as expectativas e sugestões dos alunos.

Parra quem não compareceu, aviso que na próxima aula vamos discutir e trabalhar com o texto que já está no XEROX (onde tb está o programa): o início de A Sangue Frio, do Truman Capote (p. 5 a 18).

Até lá!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

CONCURSO LITERÁRIO

Estão abertas, até 30 de julho, as inscrições para o 5º Concurso Nacional de Literatura (prosa e verso) - 2007, promovido pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias (Rio). Para a inscrição, grátis, basta remeter o trabalho (poesia, conto, crônica, artigo, reportagem, romance, novela, teatro, trova, cordel, hai-kai, ensaio, pesquisa) digitado, sob pseudônimo, com nome e endereço em envelope à parte (anexo) para

ABEPL - Concurso Literário
Caixa Postal 15.150
Cep 20031.970
Rio de Janeiro - RJ

Os prêmios são medalhas, diplomas e convite para publicação na "Revista Acadêmica". Telefone da Academia: (21) 2533-9850 e 2240-3201.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Fim do semestre

Foi ótimo tê-los como alunos. Aprendi muito com vocês.

O blog e eu permanecemos abertos às contribuições e desabafos.

Quanto à vaca fria, as notas já estão no site da UFRGS. Boas férias!!

Dicas de férias

Dica 1: confiram a programação do Festival de Inverno de Porto Alegre no site

http://www2.portoalegre.rs.gov.br/festinverno/

Dica 2 : a Casa de Cultura Mario Quintana tem várias oficinas literárias a preços acessíveis. Alguns cursos já começaram, mas quem sabe não dá para pegar o bonde andando? Confiram:

Oficina de Literatura - Iniciação ao Conto (Inscrições abertas)Data: 26/6/2007 à 28/8/2007 (inscrições e informações na Central de Informações)Local: Sala de Literatura – 3º andar. Nas terças-feiras das 19h às 21hDuração: 20 horas-aulaValor: R$ 55,00A Oficina de Iniciação ao Conto pretende proporcionar um maior contato com o universo do conto. Parte da idéia de que todo escritor inicia lendo, para depois se aventurar com as palavras. Através de leituras de contos, os alunos serão iniciados nas técnicas de escrita.Ministrante:Maurício Chemello é mestrando em Teoria da Literatura pela PUCRS, onde trabalha sob a orientação de Luiz Antonio de Assis Brasil. Participa da antologia da Oficina 37 da PUCRS, que será lançada este ano, e freqüenta desde 2005 a Oficina Literária de Caio Riter.

Oficina de Literatura - Criação Poética (Inscrições abertas)Data: 27/6/2007 à 29/8/2007 (inscrições e informações na Central de Informações)Local: Sala de Literatura – 3º andar. Nas quartas-feiras das 19h às 21h Duração: 20 horas-aulaValor: R$ 55,00O curso tem como foco a sensibilização e o aperfeiçoamento de técnicas para a criação poética. Desenvolverá, através de exercícios, o uso metafórico da linguagem. A teoria e a crítica também serão abordadas. A oficina é destinada a jovens, adultos e à terceira idade.Ministrante: Lorenzo Ribas, poeta e formando no Curso de Filosofia.

Oficina de Literatura (Inscrições abertas)Livro Infantil e Infanto-Juvenil – Conhecendo para trabalhar em sala de aulaSala de Literatura – 3º andar.De 29/06/07 à 31/08/07 Nas sextas-feiras das 19h às 21hDuração: 20 horas-aulaValor: R$ 55,00Inscrições e informações na Central de InformaçõesOficina direcionada a professores, com o objetivo de incentivar o contato com a literatura infantil e juvenil, conhecer as origens, selecionar textos literários e produzir atividades que incentivem o contato com a leitura, bem como desenvolver no educador uma preocupação em conhecer os textos que proporcionem uma qualidade de contato com a literatura que incentive a criança e o jovem a ler.Ministrante Carla Giovana Felippetto Laidens, graduada em Letras na Universidade Federal de Santa Maria e mestranda em Teoria da Literatura

Oficina de Literatura (Inscrições abertas)Laboratório de Poesia e PerformanceSala de Literatura – 3º andar De 06/7/2007 à 14/9/2007Inscrições na Central de Informações e Núcleo de LiteraturaNas sextas-feiras das 15 h às 17hDuração: 20 horas-aulaValor: R$ 55,00Performance: poesia, teatro ou artes visuais? O objetivo da oficina é investigar as relações entre essas diferentes linguagens a partir da criação poética, com enfoque no ato de falar e ouvir textos literários. Serão trabalhados os elementos que compõem a performance e as relações entre texto, imagem, corpo e voz. Além da experimentação de diversas técnicas de poesia e produção de repertórios ocorrerá uma investigação a respeito das linguagens não-verbais e suas interferências na performance. Parte-se da escuta das preferências, memórias, valores e referências dos participantes, oferecendo-lhes técnicas de expressão para que produzam seu repertório, além de uma reflexão crítica acerca de obras referenciais.Ministrante:Telma Scherer
Oficina de Criação Literária (Inscrições abertas)Como é que chama o nome dissoSala de Literatura – 3º andar. Data: 05/07/2007 à 06/09/2007 (inscrições e informações na Central de Informações)Local: Nas quintas-feiras das 15h às 17hDuração: 20 horas-aulaValor: R$ 55,00Esta oficina pretende desenvolver a prática textual de uma forma criativa, a partir de exercícios lúdicos com a linguagem que possam realizar a criação de uma escrita que não seja concebida com as formas convencionais da produção textual. Dessa forma, o campo da criatividade pode ser ampliado e a redação do texto pode ficar mais prazerosa, levando o aluno a desenvolver a prática textual com mais facilidade e empenho. Escrever criativamente pode ser uma diversão, além de gerar um belo trabalho poético.Ministrante:Diego Petrarca

Tira da Jade !


segunda-feira, 25 de junho de 2007

Texto vira quadrinhos




Mauren transformou um texto dela (já publicado num post anterior aqui) em quadrinhos. Dêem uma olhada!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Dica da Greice

Se liguem no Festival de Inverno da prefeitura deste ano. Haverá 18 espetáculos musicais, sete cursos com especialistas de grandes universidades e um ciclo de cinema, os shows e cursos acontecerão de 23 a 30 de julho nos teatros Renascença, de Câmara e São Pedro e na Sala Álvaro Moreyra.

Sobre literatura, haverá um curso sobre Julio Cortazar, ministrado por um professor da Universidade de Buenos Aires.

Mais informações no link da secretaria da cultura, site da prefeitura http://www.portoalegre.rs.gov.br/

ÚLTIMA AULA

Em nosso último encontro, nesta terça-feira, 26 de junho, vamos tentar fazer um SARAU LITERÁRIO. Cada um está intimado a trazer um texto (próprio ou de outra pessoa) ou livro que aprecie para sugerir para a turma.

Inté

quinta-feira, 14 de junho de 2007

O quadro


Uma curiosidade: vejam o quadro da artista retratando Gould citado por Mitchell no livro!


Trabalho final

Pessoal, reproduzo aqui algumas orientações dadas em aula:

Como já explicado no início do semestre, os alunos que tiverem apresentado todos ou todos menos um dos textos solicitados estão DISPENSADOS do trabalho final. Para facilitar o controle de vocês, reproduzirei no final do post a lista dos textos pedidos durante o semestre.

Para quem precisar fazer o trabalho final, valem as seguintes orientações:
1 - Texto com no mínimo cinco ou seis páginas, ficção ou não-ficção.
2 - Utilizar ao menos DOIS dos recursos ou estratégias discutidas no semestre (por exemplo, flashback e personagem; ver lista de textos solicitados).
3 - Pode ser a ampliação e aprofundamento de um texto já apresentado.
4 - Prazo FINAL de entrega: dia 26 de junho.

Como já comentado em aula, o número máximo de faltas é quatro. Alunos com excesso de faltas devem entrar em contato com a professora para discutir sua situação.

Textos solicitados durante o semestre:
1 - Caracterização de um personagem
2- Descrição do quarto ou de um objeto do personagem
3 - Narração de um sonho
4 - Exercício S + 7
5 - Caracterização de uma multidão
6 - Descrição de um cenário ou local em movimento (aproximação ou afastamento)
7 - Blog de palavras
8 - Texto inspirado em coluna social
9 - Evento contado por outro personagem e não presenciado pelo narrador
10 - Tiras/quadrinhos
11 - Flashback
12 - Comentário curto sobre primeiro perfil de Gould ( "O professor Gaivota")
13 - Comentário curto sobre primeiro trecho do segundo perfil de Gould ("O segredo de Joe Gould" - pgs 33-70)
14 - Comentário curto sobre segundo trecho do segundo perfil de Gould ("O segredo de Joe Gould" - pgs 70-116) - O que fariam se estivessem na situação do narrador - Para entregar no dia 19/06
15 - Comentário curto sobre último trecho do segundo perfil de Gould ("O segredo de Joe Gould") - Para entregar no dia 26/06

Abraço!

PARA AULA DO DIA19

Vamos continuar lendo o livro do Mitchell. Chegamos ao clímax!

1 - Trecho a ser lido - páginas 70 a 116 - no xerox.

2 - Fazer levantamento conforme esquema abaixo:
ESTRUTURA DO TRECHO - André Dutra, André Costa, Cláudia Rocha, Cláudia Flores, Diego e Eduardo

CARACTERÍSTICAS E PERFIL PSICOLÓGICO DO NARRADOR - Gabriel, Gabriela, Giana, Greice, Jade e Janaína

LEVANTAMENTO DE BARES E TIPOS HUMANOS/VALORES E SIGNIFICADOS ASSOCIADOS AOS PERSONAGENS E CENÁRIOS - Juliano, Julio, Lucieli, Luiz Bulcão, Luiz Jacomini e Marcus

COMO O AUTOR CRIA O SUSPENSE E CONSTRÓI A EXPECTATIVA - Mauren, Melissa, Pedro, Rafael, Silas e Veronica

3 - Para entregar: comentário curto sobre o que fariam se estivessem numa situação semelhante a do narrador/autor.

Boa leitura!

domingo, 10 de junho de 2007

Dica da Claudia Rocha

A história oral do Gould fez a Claudia Rocha lembrar-se de uma experiência com proposta semelhante, encabeçada pelo pessoal do insanus. Trata-se do blog Conversas Furtadas, onde são registradas conversas ouvidas nas ruas, ônibus, etc. Quem quiser, pode colaborar com eles, mandando algum fragmento.

Dêem uma olhada:

http://www.insanus.org:80/conversas/

PARA AULA DO DIA 12

Relembrando o que ficou combinado para a próxima aula, 12 de junho:

1 - Ler o início do segundo perfil do Gould feito pelo Mitchell ("O segredo de Joe Gould"), pgs 33 a 70 do livro, já está no XEROX. Lembrando que este segundo texto foi escrito em 1964 e o primeiro, em 1942.

2 - Fazer um levantamento das características do texto, conforme o esquema abaixo:
MUDANÇAS NO ESTILO DO AUTOR/MUDANÇAS NO NARRADOR EM RELAÇÃO AO TEXTO ANTERIOR- André Dutra, André Costa, Cláudia Rocha, Cláudia Flores, Diego e Eduardo
SEMELHANÇAS NO ESTILO DO AUTOR EM RELAÇÃO AO TEXTO ANTERIOR - Gabriel, Gabriela, Giana, Greice, Jade e Janaína
COMO O AUTOR ENCADEIA A NARRATIVA - Juliano, Julio, Lucieli, Luiz Bulcão, Luiz Jacomini e Marcus
DIFERENÇAS NO PERFIL PSICOLÓGICO/FÍSICO DO PERSONAGEM EM RELAÇÃO AO TEXTO ANTERIOR - Mauren, Melissa, Pedro, Rafael, Silas e Veronica

3 - Elaborar uma resenha sobre o trecho (uma página), PARA ENTREGAR. Esta resenha pode ser um resumo do próprio levantamento feito, se quiserem.

Inté

Tirinha do Pedro!


Tá aí a tira do Pedro! Demorou mais veio.
Olhem que interessante: ele usou desenho e colagem...

Para ajudar a ler as letras pequenas, reproduzo o primeiro balão, o personagem diz: "Que merda... Logo hoje que é minha primeira tirinha, eu acordei com conjuntivite. Vou ter de aparecer com esse saco de pão na cabeça, que é para não deixar uma má impressão!"

Se ficar difícil ver o que está escrito nos outros balões, uma dica: aumentem a aproximação da tela no canto inferior direito do visor, lá embaixo.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Criações da Mauren

Mauren manda uma animação que ela postou no You Tube. Coloquem o volume alto pois o som está um pouco baixo.

http://www.youtube.com/watch?v=gzih84-BjM0

Ela também divulga o texto que fez sobre um evento no qual o narrador não está presente. Usa uma solução original: a amiga conta a festa em tempo real, por meio de torpedos. Leiam e comentem. A seguir.

− Tá Carol, olha o preço dessa porra. Eu só entro se deixar a saia na bilheteria!
− Ai, meu, pior que eu nem tenho grana pra te emprestar...
− Pior mesmo é se o Ricardo estiver lá dentro. Eu me enforco nesse poste!
− Vamos fazer o seguinte, eu entro e fico te enviando uns torpedos pra te falar como tá lá dentro, ok?
− Tá loca?! Vou ficar ali naquele boteco olhando as pessoas entrando pra se divertir enquanto tenho um relatório completo da festa na qual eu queria loucamente estar? Eu vou é pra casa tocar siririca...
− E se o Ricardo ficar com alguém?
− Tá, te manda. Vai lá que eu fico no boteco.

Torpedo da Carol: tá tocando aquela música do strokes que tu gosta. não vi o ricardo.

Agora ela vai conseguir uma bucha de pó e vai se enfurnar do banheiro com algum mané que vai tentar agarrar ela e ela vai até deixar o cara passar a mão nela mas vai acabar dando um chega pra lá. Garçom, um uísque sem gelo!

Torpedo da Carol: pó de pirlimpimpim, urrú!

Eu sabia. Agora alguma mina deve estar chegando nela, nunca vi mulher pra atrair tanta gente do mesmo sexo... Ela vai até dar um beijo na guria, mas não vai se prender porque ainda quer ver o que pode rolar na festa. Será que o Ricardo já entrou e eu não vi?

Torpedo da Carol: tua prima vanessa chegou em mim. que gata! não vi o ricardo.

Puta merda, se a tia Vera sonha... Só falta dar cocaína pra minha prima! Ela não deve estar nem aí pro Ricardo. Devia ter ido pra casa... Pior que o som tá tri bom, que merda ser pé parrado...

Torpedo da Carol: hung up da madonna, ié! vi o ricardo saindo do banheiro.

Puta que pariu! Será que ele tava comendo alguma mina no banheiro? É bem o tipinho dele... Garçom, mais uma! Ai, caralho, preciso dar um jeito de entrar nessa merda. Será que ele tá com alguém? Eu vou explodir se não entrar nessa festa e der uns beijos nele.

Torpedo da Carol: ricardo sumiu. dá um jeito de entrar, tá tri boa.

O que eu faço agora? Só tenho grana pra pagar esse uísque nacional fodido. Nossa tá entrando um monte de bicha nessa festa, que merda! Esse lugar não tinha uma noite só pra eles não? Que porra, dava tudo pra dar um beijo no Ricardo, unzinho só... Merda se apaixonar...

Torpedo da Carol: vi o ricardo agarrando um cara.

Quem é quem - o resultado

É, não deu para ninguém.

A resposta certa era:
1 - "Um entusiasta insone..." - Silas
2 - "A natureza ..." - Melissa
3 - "Sentou-se no sofá..." - Juliano
4 - "Entre tantas opções..." - Claudia Flores
5 - "Não deve gostar... " - Diego
6 - "Abriu uma porta... " - Luiz Bulcão
7 - "É uma pessoa normal..." - Gabriel
8 - "É uma pessoa bem-humorada.." - Pedro
9 - 'É uma pessoa que se interessa por cinema..." - Janaína
10 - "Cabelo quente... " - Lucieli.
11 - "Gremista de coração... " - Eduardo
12 - "É uma pessoa tranqüila..." - André Costa
13 - "Um publicitário frustrado... " - Rafael

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Quem é quem?

Dá para adivinhar quem é quem?

1 - "Um entusiasta insone com mais de seis horas diárias de sono. Ainda que a publicidade não seja o caminho para mudar o mundo, sente que nasceu para isso. Está entre nós por motivos óbvios e facilidades acadêmicas, seguindo a mentira dos guias estudantis. Publicidade está rancado em quatro estrelas e é mais fácil de passar na UFRGS do que na USP. O mundo só vai acabar daqui há muitos anos, quando não houver mais espécie alguma sobre a manta terrestre e, antes deste dia chegar, espera ter adquirido um DATASHOW para projetar na parede do quarto jogos de videogame e outras tecnicidades jovens".

2 - "A natureza é uma das presenças mais fortes em sua vida. No tempo livre, a praia é sempre a primeira opção. Lá, pode surfar, o que lhe dá a possibilidade de um contato intenso com a água, o mar. Zen? Agora nem tanto, já foi mais. Hoje, o mais importante é passar o tempo na companhia das duas filhas pequenas".

3 - "Sentou-se no sofá e relaxou, ouvindo sua música favorita. Mais um dia de trabalho havia se passado e, embora gostasse do que fala e não se importasse em trabalhar nos fins de semana, precisava aproveitar essas horas de descanso. Folheou alguns livros de História, lembrando-se da área que realmente queria ter cursado. No entanto, embora sua faculdade tenha deixado a desejar nos últimos anos, ela havia lhe proporcionado bons momentos. Ao ligar a TV, lembrou-se que hoje seu time jogaria: era hora de desencanar do resto do mundo e torcer".

4 - "Entre tantas opções, a primeira que pensou em fazer se tivesse mais tempo foi escrever. Só depois ia passear, vadiar e até dormir. Quer um mundo mais justo.
- Que as pessoas tivessem as mesmas chances - explica.
Afinal, o que passa pela cabeça de alguém que se define 'uma pessoa que odeia frio'? Enigmática. Afinal, aparência não conta mesmo."

5 - "Não deve gostar de tirar férias: a cidade é sua preferência em relação ao campo e à praia. Prefer, também, estar só a estar na companhia de quem não lhe agrade. Quem lhe agrada mesmo é seu novo par romântico, que é prioridade total em sua vida. Odeia Relações Públicas, curso que faz e está no quinto semestre: 'a arte de iludir as pessoas', em suas palavras. Daqui a 11 anos, pretende estar recebendo um diploma de Medicina".

6 - "Abriu uma porta e sorriu para a tarde incompreensivelmente fria daquele sábado. Para si, o dia continuava a ser dia e não hora de dormir, apesar de inverter o tempo para trabalhar durante as madrugadas. Em seu único dia livre, deixaria o sono acumulado para a noite. Não escreveria os textos para a faculdade. Do violão intacto, não soaria Beatles. Ganharia o que sobrou do dia nas ruas que eram todas para si no inverno".

7 - "É uma pessoa normal. Estuda Comunicação em Porto Alegre mas já morou na praia. Mesmo tendo saído de Porto Alegre, nunca esqueceu seu time gaúcho do coração, o Internacional. Amante da música, vira as noites em butecos e festas estranhas com gente esquisita, tocando violão e tambor. Odeia hipocrisia e defende suas idéias até as últimas consequências".

8 - "É uma pessoa bem-humorada, que gosta de rock britânico e já pensou em fazer História. Trabalha em uma livraria, no setor de comunicação (ou marketing?). Faz Publicidade e tem interesse na área de Criação, mais especificamente em Direção de Arte, mas acha que tem que desenvolver bastante ainda suas habilidades. Resolveu fazer esta disciplina para desenvolver a criatividade em redação, que também é uma parte da Criação Publicitária e, lógico, porque a cadeira encaixava em seu horário".

9 - 'É uma pessoa que se interessa por cinema e pela área audiovisual. Pelo que vi, possui uma boa bagagem cultural que pode ser considerada 'cult', como literatura e cinema latino-americanos. Não gosta de atividades que não exijam sensibilidade e subjetividade, é uma pessoa avessa a trabalhos metódicos e mecânicos. Largou a faculdade de Direito para fazer Publicidade, o que demonstra ser uma pessoa com uma postura mais crítica do que uma pessoa com postura passiva".

10 - "Cabelo quente como água do mar na noite, sob qualquer luz, iluminada por velas que não apagam enquanto a frase não tiver fim, e nunca tem. Noite".

11 - "Gremista de coração. Caxiense por amor, nosso (a) colega está um tanto indeciso (a) quanto a seu futuro. No momento, seu futuro atende por café bem quente, sem leite e bastante doce! Quanto a Fabico, nosso (a) nobre colega a vê como a decepção materializada em um prédio antigo".

12 - "É uma pessoa tranqüila, que adora se divertir, não importa de que modo, no seu tempo livre. Um comercial da Nike é a razão por ter escolhido Publicidade e Propaganda. Atualmente não está trabalhando mas sonha em ser um roteirista oscarizado. Para essa pessoa, a vida não é uma grandeza vetorial, pois não tem direção nem sentido".

13 - "Um publicitário frustrado, só porque não sabe desenhar, corre sérios riscos de virar um Relações Públicas comedor de lazagna que sonha voltar para para Londres (e lá fazer um mestrado, sabe?) mas antes deixaria o bom e velho Abravanel para tomar conta de sua pátria amada".

Mandem seus palpites!

terça-feira, 29 de maio de 2007

Quadrinhos


Um novo quadrinho, desta vez do André Costa! Olhem só!


AULA 29 DE MAIO

Nesta aula, iniciamos a conversar sobre o nosso último autor, o Joseph Mitchell. Dele, leremos juntos o livro "O segredo de Joe Gould", composto por dois perfis da mesma pessoa (o tal Joe Gould), um escrito em 1942 e outro em 1964, ambos para a revista New Yorker.

Nesta porção final da disciplina, vamos trocar a sistemática. Como os textos serão mais longos, vamos lê-los em casa e discuti-los em aula. Faremos também trabalhos escritos, mas em aula. A leitura será cobrada.

O primeiro trecho a ser lido é o perfil escrito em 1942, mas curto. Ele chama-se "O Professor Gaivota". O texto (p. 11 a 32 do livro) já está no xerox.

Além de lê-lo, peço que façam um levantamento (por escrito) das seguintes características, para discutirmos em aula (cada grupo de alunos ficou encarregado de um aspecto diferente):

1) Características físicas do personagem - André Dutra, André Costa, Cláudia Rocha, Cláudia Flores, Diego e Eduardo
2) Características psicológicas do personagem - Gabriel, Gabriela, Giana, Greice, Jade, Janaína e Juliano
3) Elementos da linguagem e do estilo do autor - Julio, Lucieli, Luiz Bulcão, Luiz Jacomini e Marcus
4) Características do cenário (a NY retratada por Mitchell) - Mauren, Melissa, Pedro, Rafael, Silas e Veronica

A idéia é fazer este levantamento individualmente, para discutir em aula e, posteriormente, me entregar.

Quem se interessar, há uma biografia do Mitchell em http://www.ncwriters.org/services/lhof/inductees/jmitchel.htm

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Mais quadrinhos

É do Diego!

As que estão à lápis não deu para digitalizar mesmo. Vamos examinar elas juntos na aula, ok?


Texto da Claudia Flores

Seus olhos se abririam na escuridão do quarto, mas já seria manhã. Que horas seriam aquilo? Cedo demais. Viraria seu corpo na cama fingindo não perceber o tempo. O relógio então soaria no escuro como uma sirene. Fogo. Levanta. O frio o encontraria nu entrando pela fresta de vidro quebrado. Faltava eu ali para beijar-lhe as pálpebras. Faltava eu para arrancar-lhe um sorriso antes do café.

O tempo se esgota. Hora de sair. Perderia-se no escuro da manhã entre objetos. Casacos. Maletas. Espelhos. Lençóis. Meus braços, mas não estão ali. A rua congelaria-lhe o rosto. Não voltaria. Qual casaco teria escolhido? Que cheiro teria? Que gosto de mulher seus beijos trariam? Quantas mulheres por ele morreriam? Que não eu?

terça-feira, 15 de maio de 2007

Os primeiros quadrinhos!






Aí vai os primeiros quadrinhos que consegui escanear.
Pela ordem: André Dutra, Claudia Rocha, a dupla Rafael e Silas e Luiz Jacomini.

Os outros estão à lápis, mas vou continuar tentando.


AULA 15 MAIO

Pessoal,

Dei uma olhada nas tirinhas e o material está muito legal! Tem uma produção bem variada de temas e formas, que a gente pode explorar bem na próxima aula.

Estou apanhando um pouco para digitalizar os trabalhos, por desconhecimento meu da máquina, mas prometo que até o fim da semana vou colocando as tiras no site. Não sei se conseguirei digitalizar o material feito a lápis, ok?

Para a próxima aula (22 de maio), a proposta é aproveitar um pouco as idéias que rolaram do bate-papo que tivemos com o Eduardo Axelrud e criar novas tiras, ou aperfeiçoar aquelas já feitas.

Peço tb que vocês leiam o texto "Primeiro, único e desastrado encontro com Getúlio", de Joel Silveira, que deixarei no xerox a partir desta quarta-feira, 16.
GOSTARIA QUE CADA UM ME ENVIASSE UM PEQUENO COMENTÁRIO, DE 3 OU 4 FRASES, A RESPEITO DO TEXTO.

Abraço, Clarice

Jogo da Jade

Palavra de partida: Extravagância
Palavras derivadas: Narcisa Tamborideguy, oncinha, exagero, ousadia, jóias, investimento, personalidade, escolha, moda e perfume.

Texto:

"Eu sei que eu sou a rainha do exagero. Adoro uma oncinha mesmo, me encho de jóias e abuso do perfume.
Andar na moda, pra mim, é um investimento, e eu perco horas na escolha de uma roupa.
Podem falar o que quiser, mas nunca que toda essa ousadia é por falta de personalidade"
(Narcisa Tamborideguy)

sábado, 12 de maio de 2007

Próxima aula

Relembrando o aviso da aula passada, no nosso próximo encontro, na terça, dia 15, vamos nos encontrar às 9h na Agência Escala (Padre Cacique, 320) para um bate-papo com o diretor de criação Eduardo Axelrud. Vamos conversar sobre as tiras do Bib's com o Eduardo, um de seus criadores.

Para se preparar, dêem uma olhada no material do Bib's que está no xerox.

E não esqueçam da tarefa para a aula: uma tirinha!

Abraço, Clarice

Sugestões da Mauren

Pessoal, a Mauren mandou as seguintes sugestões a respeito de quadrinhos:

1 - Nesse link tem uma HQ que eu fiz que não conta necessariamente uma história, ela sugere idéias. Também não tem balão de fala. Sei lá, acho que pode ser um exemplo de uma forma diferente da habitual de fazer quadrinhos. Eu uso o Flickr também pra postar quadrinhos (eu os traduzo, ainda que toscamente, muitas vezes quando faço isso). É um meio bacana que dá visibilidade fora do país quando tu associa as imagens a grupos de comics dentro do Flickr.

2 - Vendo esse cartum, lembrei de que tu tinha sugerido pro pessoal da aula sobre talvez usar uma forma geométrica e brincar com trocadilhos, etc. Dá uma olhada.

Legal! Mandem também seus palpites e sugestões.

Quadrinhos da Mauren

Ela se desenhou dando aula!







quarta-feira, 9 de maio de 2007

Jogo da Claudia Rocha - olha só: um diálogo!

- Isso não dá pra perdoar!
- Porque? Qual a diferença?
- A diferença é que tu ficou com... com um cara sem o centroavante!!
- Centroavante?
- Tu sabe, o dente da frente.
- Ah é, mas tu vai jogar nossa amizade fora por isso?
- Tu é que jogou! Sou uma pessoa que preza a educação, a cultura, o meio ambiente. Não tenho grandes preconceitos. Acho loiros, morenos, negros, amarelos lindos ou não, não é isso que define. Mas o que tu fez não é só uma extravagância! É um traço de personalidade! Tu é uma guria que beija caras sem o centroavante!!
- Caras, caras... foi um só e tu sabe disso. E ele era lindo, inteligente, charmoso, não ia dispensar por essa peculiaridade.
- Peculiaridade? É questão de higiene? Eu não posso nem olhar pra ti. Que nível de desespero, de insatisfação faz alguém fazer o que tu fez?
- Já disse que não é nada disso. É criação da tua cabeça. Não estou desesperada. Só gostei dele. Admito que havia um grande contraste entre a boca e a aparência geral dele. Mas depois do primeiro estranhamento acostuma-se.
- Tu! Tu te acostuma! Adeus. Não posso ser amiga de alguém que acha higiene bucal uma peculiaridade. Não me procure mais!
(Clic)

Palavras: diferença-centroavante-cultura-negros-extravagância-personalidade

Jogo do Júlio

Por mais que tentasse negar, ele sabia que havia chegado a hora. Mas não podia negar que tinha medo da mudança, afinal, estava morando naquela casa há quase 12 anos. Estava acostumado com um bom nível de vida e a separação dele poderia decepcioná-lo a ponto de se arrepender.Contudo, ele sempre gostou de correr riscos e o fato de querer mudar sua vida foi o que mais o motivou a fazer a inovação que tanto precisava. Depois de descobrir isso e surpreender a si mesmo, as coisas só melhoraram, apesar dos problemas que apareceram(nada que um bom conhecimento de vida de seu pai não resolvesse). A sabedoria que foi obtida ao vencer este desafio foi essencial para seu futuro, trabalhando com publicidade em uma agência. E desde então, aquele estudante de 22 anos não passa um dia sem agradecer a Deus por ter saído da casa de sua mãe, já que as brigas lá eram constantes e, assim, ele pôde aprender a “se virar” no mundo.

Palavra escolhida: criação.Seqüência: mudança, separação, inovação, descobrir, surpreender, conhecimento, sabedoria, futuro, publicidade, agência.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Jogo do André Costa

Inovação, dizem. Criatividade não é só arrumar coisas no Photoshop, improvisar na hora de arrumar a TV, fazer um slogan bonito, colocar o acorde certo... Criatividade é pensar ao contrário. Trabalhar a questão, não importando quanto tempo vai levar, pois só a técnica não é o suficiente para fazer a diferença. E raciocínio é essencial aqui: se eu fizer a associação certa, não vou precisar de uma visão do além para resolver o problema. A imprevisibilidade é minha aliada. Quer dizer, criatividade basta para resolver uma questão matemática, certo?

Palavras: inovação. photoshop. slogan. contrário. tempo. técnica. raciocínio. associação. visão. imprevisibilidade

Jogo do Rafael

***A única diferença que existia entre o centroavante e a bola era uma cultura popular de fórmula unânime: a bola deveria ser redonda, o centroavante, não. Talvez até por isso os negros pares da chuteira de Pelé demonstrassem uma certa extravagância narcista, do jogador. Uma personalidade ímpar para um jogador popular. Ou populesco, como costumava dizer Martinha. A garota de cinta-liga verde e uma tônica frontal muito rígida. Era uma peculiaridade entre as meninas da região, mas ela sabia, já tinha dormido com uma porção deles. Talvez não fosse tão redonda quanto a bola nem tão lustrosa quanto as chuteiras, mas com apenas um olhar, poderia dar fim àquele jogo. De mentiras. De futebol. De popularidade duvidosa que dentro das quatro linhas não condiziam com as quatro paredes. Era tudo uma questão de olhar. Talvez de cima, pro gramado. Ou talvez de baixo, pro jogador. E ele saberia que a insatisfação não era futebolística. As bolas que agora se batiam eram outras. E toda aquela criação em campinhos de areia tivesse sido em vão. Quiçá ele já não estivesse mais com a bola toda, de outrora, de tempos de glória. Um contraste com o que ela via na TV e sentia no sofá. Na cama. Na mesa. Uma mesa redonda que certamente causaria um estranhamento a meninas inocentes, simples fãs e admiradoras dos craques da bola. Mas pra ela não, estava em condição superior. Mais simples do que fechar as pernas de um goleiro para evitar o frango era fechar as suas pernas e evitar que ele entrasse com bola e tudo. E ao vê-lo ser derrotado em campo, sadicamente sorria: "De verde hoje, só a grama do estádio".

Palavras: diferença-centroavante-cultura-negros-extravagância-personalidade-peculiaridade-olhar-insatisfação-criação-contraste-estranhamento.

domingo, 6 de maio de 2007

Jogo do Pedro

Muitas pessoas não vêem diferença entre centroavante e atacante. Mas, na cultura futebolística, são duas coisas totalmente distintas. E se “neguinho” é atacante, não sabe ser centroavante. E vice-versa. Atacante pode abusar de extravagância, fazer “firula”. Já um centroavante com personalidade, sabe que não pode enfeitar. É a peculiaridade desse jogador: ele só serve para fazer gols. Num piscar de olhos, ele precisa “meter pra dentro”. Jogador insatisfeito com sua posição, pode ser trocado para qualquer outra. Menos assumir a camisa 9, pois não se pode criar um matador. Ele já nasce pronto. Contrastando com as outras profissões convencionais, não há dedicação suficiente que faça surgir um centroavante do indivíduo que não é predestinado para tal. E, estranhamente, com todas essas evidências, ainda existem camisas que não são a 9 parados na pequena área... Desiste, rapá!!!

Palavras: Diferença-centroavante-cultura-negros-extravagância-personalidade-peculiaridade-olhar-insatisfação-criação-contraste-estranhamento.

Jogo da Greice

Palavras:

Cor
Televisão
Saturação
Perceptível
Policromático
Abstrato
Vermelho
Controle remoto
Balanço
Diferença


Miscelânea

Cor
Televisão-Saturação.
Do Perceptível
Ao Policromático
O Abstrato que influi
Capta e encanta
A criança em sua extensão
Vermelho e encarnado
Envolvente na transmissão
O Controle Remoto controla
O Balanço da Diferença
Desse tipo de veiculação.

sábado, 5 de maio de 2007

Jogo do André

A diferença entre meus colegas de pesquisa e eu é que eu acredito não precisar ser um centroavante de idéias geniais que atuem em uma sociedade como gols contra um time estrangeiro qualquer. Posso simplesmente ter meus valores, legítimos ou não. Nem só de ideologia e intelectualidade se faz uma cultura avançada. Para mim, as culturas tribais anteriores aos tempos negros de escravidão eram muito mais avançadas em valores e estilo de vida. Se eu vivesse em uma sociedade tribal, minha realidade não teria a extravagância do conforto da modernidade, mas teria muito mais personalidade pelo fato de estar vivendo uma vida simples e objetiva, sem me perder na peculiaridade ostensiva de querer ser ou ter mais que meus colegas de tribo. Talvez esse seja um olhar radical derivado da insatisfação que sinto em relação à minha rotina, mas talvez esse olhar seja o primeiro passo para a criação de uma ideologia própria de vida. Porém, não quero viver em contraste com meu mundo através de minhas idéias. Aceito a rotina, evitando o estranhamento dos meus colegas de tribo, evitando fazer um gol.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Jogo da Veronica

Samanta, às vezes, pensava não conhecer verdadeiramente aquele cara, pelo qual ela se apaixonara. Era um homem muito bonito, 35 anos, bem sucedido e com olhos verdes tão transparentes quanto ele, assim ela pensava. Porém, certas vezes, ele a irritava, em função de sua postura diante da vida. Ele era racional demais. Ela tinha que reconhecer que aquele “ser” tinha um lado que a desagradava muito. Era preconceituoso ao extremo, um racista. E tinha um forte senso crítico. Samanta parou por um instante: não poderia ela ser tão crítica com o homem com o qual pretendia passar o resto de sua vida. Ele sempre vinha com um olhar apaziguador, dizendo que os problemas não significavam nada perto de nós mesmos. Como ele era romântico! Surpresas inusitadas, atitudes galanteadoras a faziam sentir-se cada dia mais amada. Apenas uma vez, talvez duas, ele lançara-lhe um olhar intimidador durante uma briga. Samanta assustou-se, mas depois resolveu deixar para lá. Ele era um pouco misterioso; ela desconhecia detalhes de sua vida que ele afirmava não serem relevantes para a relação deles, gostava de pensar que não era mesmo. Refletindo bem, como ele era contraditório: era cético em relação a tudo ao mesmo tempo em que era meio teológico, “pregava” que Deus era responsável pelo Bem e também um “Pai” que sabia punir seus filhos se assim fosse necessário. Não o compreendia bem, mas como era sedutor, com aqueles olhos verdes que a fitavam com ternura todas as vezes antes de beijá-la. Chega! Tinha que deixar de se martirizar com bobagens; ela o amava e isso era suficiente.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Mais uma tira da Mauren!


Jogo da Mauren

A diferença entre o centroavante Josias Negão e o resto de seu time era uma questão de cultura, como ele mesmo gostava de frisar. "Jogadores de futebol, só por que são pobres e negros, podem ser cultos sim senhor", aos brados dizia Negão aos repórteres, em resposta aos questionamentos sobre o lançamento de seu livro de memórias. Alguns torcedores consideraram uma extravagância de sua parte, pelos mesmos motivos contestados pelo jogador. Mas a maioria comprou o livro e mesmo alguns críticos consideraram seu estilo de muita personalidade. Alguns anos depois Negão viria a encontrar alguns exemplares em saldos da Feira do Livro, e os mesmos ainda ostentavam a peculiaridade de possuir o autógrafo do próprio. Seu olhar sobre o mercado editorial passou a ser de profunda insatisfação, não seria mais o mesmo a partir dali. O contraste em relação ao seu entusiasmo de outrora era evidente, pois Negão jurou nunca mais escrever uma linha. Tal decisão causara estranhamento entre os mais próximos, aos quais justificou enfático: "Pobre e nêgo tem mais é que se foder mesmo. Eu vou é jogar futebol que é o que eu faço de melhor". Mas nem isso ele fazia mais como antes.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Jogo da Cláudia Flores

Não lembrava exatamente há quantos anos anos eu não subia naquelas arquibancadas. Minha memória trazia apenas a imagem do meu pai a me levar pelo braço a assistir aos treinos do time do Zequinha, e eu a correr e pular ali como se nem o campo nem os jogadores existissem. Tempos depois, eu com quatorze, não tinha porque não sentir um profundo tédio em rever aquela cena. Um desgosto adolescente em não ser criança nem adulto. Curiosamente, a mesma perspectiva que me faria ver naquele treino uma diferença em relação a todos os outros.

O centroavante atraía a atenção de todos os expectadores. Um negrinho pequeno e ligeiro, que cortava a área com velocidade. Meu pai certamente estaria pensando aquilo que sempre repetia. "É da cultura e do sangue de cada raça. Os negros podem não servir pra nada, mas são os melhores esportistas." Mas o meu olhar de quatorze anos estava paralisado sobre o zagueiro. No meio daqueles negros todos, só o que eu enxergava eram os cabelos louros do capitão do time. Devia medir um metro e noventa, tinha músculos, uma extravagância. Tocava na bola com personalidade. Gritava alto e forte. Só podia ser o homem mais lindo do mundo.

Quando coloquei meus olhos sobre o zagueiro, rezei para que seu olhar em algum instante parasse em mim. Qual seria seu nome? Seria casado? Eu sentia uma imensa angústia. Fui para a rede da arquibancada, corria pra lá e pra cá, mas nada. E não conseguia esconder a insatisfação. "Que foi, guria?" - indagava o pai. "Nada, pai. Nada, nada." Meu pai ficava ali, criticando todo o tempo a criação das jogadas. Dizendo que o técnico não prestava. E acabou falando mal do meu zagueiro. Quase chorei.

Fui embora de mal com meu pai e ele sequer entendeu o porquê. Ele nunca veria o contraste das pernas daquele zagueiro no meio da área. Aliás, eu nunca havia reparado nas pernas de um homem. Isso me causou certo estranhamento. Mas naquela hora, eu só pensava num jeito de convencer o meu pai a voltar no dia seguinte.

Palavras: Diferença. centroavante. cultura. negros. extravagância. personalidade. olhar. insatisfação. criação. contraste. estranhamento.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Jogo do Eduardo

Aprenda com o mestre

Tenho uma grande particularidade: tomo a atitude na hora que ela precisa ser tomada. Não fujo dessa característica, pois é parte da minha individualidade. Hoje, a mina acenou pra mim. Caiu na rede, traço mesmo. Não importa se ela achou diferente meu jeito quietinho de fazer. Importante é ter originalidade, saca? Quem me vê assim tão normalzinho, não aposta que por trás dessa imagem tem um cara queimando em chamas. Tá na minha biologia. E depois de uma noite comigo, ela já é minha propriedade. Pode anotar aí: ela vai telefonar. Ah se eu não fosse mestre em conhecer as minúcias dessa raça...

Palavras associadas a “peculiaridade”: Particularidade, atitude, característica, individualidade, traço, originalidade, imagem, biologia, propriedade, minúcia.

Jogo do Juliano

Parado, encostado no balcão do bar, eu fico quieto, somente a olhar. Não digo nada. Não faço nada. Nenhum movimento sequer que poça demonstrar algum interesse. Somente a imaginação faz com que eu preveja os próximos momentos. O tempo passa. É preciso fazer uma escolha. É preciso tomar uma decisão. Apesar de querer me mover e caminhar em sua direção, não consigo sair do lugar. Permaneço na mesma posição. O instinto me manda ir até ela. O desejo me impele ao ataque. Não existe sentimento ali. O que existe é atração. Abraçá-la, beijá-la, possuí-la. Muito possivelmente esse momento nunca chegue. Mas não existe nada, pelo menos nada suficientemente forte, que me impeça de sonhar.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Jogo da Luciéli

Juliana tinha uma personalidade forte. Quando tinha uma idéia, não importava qual fosse, ia até o final, com toda a força. Achava que o caráter de uma pessoa era algo imprescindível. Sempre batalhando pelos seus sonhos. Havia chegado há uma hora atrás e tudo acontecia tão rápido. Quando tomou a decisão de sair da casa dos pais, saiu com a certeza que só voltaria depois que conseguisse sua grande paixão: a dança. Não imaginou que chegaria em Boston e seria tão criticada, não imaginou que teria que guardar suas opiniões e apenas acatar as ordens. Nada tinha saído como havia sido planejado. Realmente, eles tinham pontos de vista diferentes. Uma pena, Juliana teria que sobreviver daquela maneira mesmo, sem opção.

Palavra escolhida: personalidade.
Seqüência: ponto de vista, opinião, crítica, força, decisão, distinção, caráter, idéia, paixão, certeza.

sábado, 28 de abril de 2007

Jogo do Marcus

Indiferença. Talvez tenha sido esse o sentimento ao vê-la pela primeira vez. Nada que impressionasse ao olhar. Mas essa percepção muda, conhecendo-a melhor. Encanto-me com seu humor, sua personalidade. Sua voz doce me causa a impressão que não preciso que outro som entre pelos ouvidos. Seu sorriso espontâneo, fácil, é a visão que não quero tirar da mente. Seu cheiro é tão embriagante que a mera lembrança desperta-me os sentidos. Vivo um estado permanente de deja vu, vendo-a por toda parte, comparando com as outras mulheres. Mas elas não podem mais distrair-me, a concorrência é desleal. Olhando no espelho, não me reconheço como era. Meus amigos estranham a mudança de meu comportamento, mais arredio, mais desanimado. Quando revelo a ela meus sentimentos, percebo sua confusão, crescendo a cada investida. Me animo para enfrentar a situação, sinto poder nadar contra a maré. Mas sua definição é forte: vai mesmo se casar. A data aproxima-se, aumentando meu desespero. Já não sei mais como conquistá-la, tampouco esquecê-la. Gostaria desconhecer as sensações que venho experimentando, esse forte amargor, esse peso no peito. Tudo é mais fácil na ignorância, principalmente na ignorância do amor.

O jogo do Marcus era: Olhar – Percepção – Impressão – Visão – Lembrança – Deja vu - Reconhecer – Estranhar - Confusão – Definição – Desconhecer.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

A arte de escrever 2

Poema Tirado de uma Notícia de Jornal
Manuel Bandeira

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão
sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

A arte de escrever 1

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

Graciliano Ramos

quarta-feira, 25 de abril de 2007

AULA 24 de abril

TEXTO PARA LER:

A 1002ª noite da Avenida Paulista, de Joel Silveira (no xerox)

Observar:
- Uso do vocabulário e da linguagem
- Uso da ironia

PROPOSTA PARA PRÓXIMA AULA (08/05)

- Escrever um texto no qual um personagem (pode ser o já desenvolvido no início do semestre) ou o narrador contem um acontecimento ou evento que não tenha presenciado. Uma opção é falar em primeira pessoa e relatar um acontecimento real.
- Se possível, tentar usar ironia

Ler o texto indicado é importante não apenas porque faz parte do conteúdo da disciplina, mas também como inspiração (porém não modelo, atenção) para seu trabalho


PROPOSTA PARA O BLOG (enviar para e-mail da Clarice até 5 ou 6 de maio)

JOGO DAS PALAVRAS

Para os jogadores que não foram à aula:
Fazer um parágrafo utilizando a seguinte seqüência de palavras, definida pelo grupo em sala de aula.
Diferença-centroavante-cultura-negros-extravagância-personalidade-peculiaridade-olhar-insatisfação-criação-contraste-estranhamento.

Para os jogadores que foram à aula:
Fazer um parágrafo utilizando as seqüências definida por cada um individualmente.

ATENÇÃO
O parágrafo pode ser sobre qualquer assunto, mas é preciso respeitar a ORDEM da seqüência e usar todas as palavras.

ADENDO - do dicionário Aurélio:
diferença[Do lat. differentia.] Substantivo feminino. 1.Qualidade de diferente. 2.Falta de semelhança ou igualdade; dessemelhança; dissimilitude: Não há diferença entre os gêmeos. 3.Alteração, modificação: Nota-se diferença na cor do leite. 4.Diversidade, disparidade, variedade: Grande era a diferença das cores. 5.Desconformidade, divergência, desarmonia: Notava-se no grupo uma viva diferença de opiniões. 6.Transtorno, prejuízo: É claro que o resultado me faz diferença. 7.Distinção (1): Não faz diferença entre os amigos: a todos trata muito bem. 8.Lóg. Um dos predicáveis: característica que distingue uma espécie de outras do mesmo gênero; diferença específica. [V. predicáveis; cf. divisão lógica.] 9.Desproporção; desigualdade: Era sensível a diferença no tratamento dispensado às filhas. 10.Mat. Resultado da subtração de duas quantidades. 11.Mat. Conjunto de elementos que pertencem a um conjunto, mas não pertencem a outro nele contido. ~ V. diferenças. Diferença de potencial. 1. Eletr. Trabalho necessário para levar de um ponto a outro (no espaço ou num circuito elétrico) uma unidade de carga elétrica. [Abrev.: d. d. p.] Diferença específica. 1. Lóg. Diferença (8).

BOM FERIADO A TODOS!!

domingo, 22 de abril de 2007

Texto da Greice!

Sapucairana do que mesmo?


Quando o Carlão bateu no peito e disse, em meio ao brinde de sua colação de grau, “Vou para Sapucairana do Sulaque”, a surpresa foi grande. Nenhum convidado entendeu. Nem mesmo a Dona Odila, a qual havia propagado, orgulhosamente, que o filho acadêmico tinha planos promissores para a carreira profissional e considerava fazer a especialização e mestrado no exterior, após o exame da Ordem - e agora o Carlinhos aprontava essa!
Alguns parentes e amigos entreolharam-se, compartilhando expressões questionadoras. “Sapucairana do quê?”. Houveram aqueles que balançaram a cabeça e limitaram-se a explicitar um sonoro “hummm...”, enquanto outros buscavam na memória alguma lembrança desse lugar: uma nota no jornal, um amigo que tenha viajado para... para... para esse lugar que o Carlão havia dito! Todos sabiam que situava-se no Sul do Estado. E só. Que diabos ele faria lá?
Hipóteses não faltaram, cada mesa apostava em uma razão para a mudança, até então desconhecida. O motivo mais recorrente discorria acerca de uma nova namorada. Mas a Dona Odila gostava tanto das namoradas do Carlinhos! Sempre tão prestativa! Fazia questão de explicar, mostrar e ensinar para a candidata à nora tudo que agradava o filhote tratando-se de mesa e banho – quanto à cama, ela preferia abster-se.
Era tudo muito suspeito. O Carlão gostava de festa, TV a cabo, banda larga, caixa eletrônico 24h, AM/PM Express, Blockbuster, Mc Donalds, cidade grande! Dona Odila bem que tentou obter uma informação aqui, outra ali; uma conversa telefônica, outra pelo msn; alguma anotação jogada em cima da escrivaninha, ou perdida em algum bolso, que lhe esclarecesse aquilo que o filho não declarava, a não ser quando dizia “Eu sempre quis conhecer, mãe.”
Depois de 3 semanas, as malas estavam no chão da plataforma da estação e o exame marcado para dali 4 meses. Dona Odila estava acompanhada de vários lenços de papel e do Caco, seu bichinho felino. A partida havia sido precedida por uma festa de despedida com aqueles mesmos amigos, mas somente com alguns parentes, fato que explicava o cabelo desalinhado, as olheiras e bocejos constantes de Carlão naquele meio-dia. As testemunhas entreolhavam-se (ainda surpresos) dividindo, mutuamente, o pensamento de “Não é que ele está indo mesmo?”. E foi.
Tarde da noite daquele mesmo dia, Carlinhos, diretamente de Sapucairana do Sulaque, ligou para casa, atendendo às recomendações de Dona Odila. Sim, iria dormir cedo, alimentar-se bem e não esquecer o corticóide.
Quando Dona Odila preparou-se para deitar, passou antes no quarto do filho, agora vazio. Soltou um grande suspiro e, no momento em que estava fechando a porta, deteve-se em um envelope que trazia seu nome na frente, escorado em um porta-retrato, com a foto dos dois, no último Dia das Mães. Reconhecendo a distinta letra do filho, abriu o envelope e desdobrou um pequeno pedaço de papel:

Mãe,
Minha partida foi hoje, dentro de 3 meses estarei de volta. Sim, 3 meses, esse é o tempo que estipulei para percorrer todo o Estado de bicicleta. Por isso decidi vir para Sapucairana, ponto do extremo sul e, agora, meu ponto de partida e chegada.
Não fique magoada por eu não ter lhe dito antes os reais motivos da viagem, sei que ficarias preocupada, mas procures entender que é a única chance que tenho de viver uma aventura dessas antes de ter a vida ditada por rotinas judiciais.
Ligarei sempre que possível e não esquecerei os corticóides!
Beijos, Carlos


Dona Odila acabou de ler o bilhete, pegou o telefone e ligou para a estação local. Estava fechada. Não importava. Durante toda a madrugada, arrumou as malas freneticamente, decidida a embarcar para Sapucairana do Sulaque na manhã seguinte, antes que o Carlinhos partisse naquela loucura descabida!

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Moreira Salles fala sobre Jornalismo Literário

O documentarista João Moreira Salles, idealizador do projeto da revista Piauí, fará uma palestra sobre Jornalismo Literário na próxima terça-feira (24/4), às 10h, no auditório da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Exemplares da publicação – que foi lançada em outubro do ano passado e rapidamente ganhou destaque no cenário jornalístico nacional – serão distribuídos para o público. A edição número 8 de Piauí circulará no mês de maio.

João Moreira Salles dirigiu os documentários Entreatos (2004), Nelson Freire (2003) e Notícias de uma guerra particular (1999, com Kátia Lund). Atualmente está lançando seu trabalho mais recente, Santiago.

O auditório da Famecos fica no prédio 7 da PUCRS (Avenida Ipiranga, 6.681 – Porto Alegre).

terça-feira, 17 de abril de 2007

Contribuição da Mauren!

AULA 17 de abril

LER:
1943: eram assim os grã-finos em São Paulo, de Joel Silveira (no xerox).
Observar a temática (a classe alta paulistana), uso de ironia, comparações.

Informações sobre o texto:
Texto publicado originalmente na revista Diretrizes (de Samuel Wainer), em 1943. A reportagem-crônica sobre a burguesia paulistana teria sido o pivô da alcunha de Silveira cunhada por Assis Chateaubriand: "víbora".

Leitura complementar facultativa:
Sobre Joel Silveira, ver A víbora está viva, de Fernando Morais, no link http://www.ig.com.br/paginas/hotsites/jornalismo_cultural/biografia_joel.html
Para uma entrevista do repórter, ler http://www.terra.com.br/istoe/1825/1825_vermelhas_01.htm

Proposta para próxima aula:
- Fazer uma coluna social
OU
- Fazer um texto a partir de uma coluna social, aproveitando seus personagens e/ou histórias, usando ou não ironia

Frases esparsas, idéias soltas, trechos preliminares do texto - mandem para o site, pelo meu e-mail.

A proposta é um ponto de partida, não de chegada. Viajar é livre e grátis.

Mantemos contato.

sábado, 14 de abril de 2007

Inicial

Este blog foi criado para hospedar e divulgar textos produzidos pelos alunos da disciplina de Laboratório de Textos, turma A, curso de Comunicação Social, FABICO/UFRGS, professora Clarice Gontarski Esperança.

A proposta da disciplina é exercitar problemas específicos na produção de textos a partir da leitura de trechos de três obras: A sangue frio, de Truman Capote; O segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell; e Tempo de contar, de Joel Silveira.

A intenção do blog é permitir uma maior circulação dos textos produzidos entre os alunos, propiciando, além de comentários e críticas (numa abordagem construtiva e que valorize as diversas habilidades dos colegas), novas possibilidades de exploração e criação conjunta do material produzido.