Indiferença. Talvez tenha sido esse o sentimento ao vê-la pela primeira vez. Nada que impressionasse ao olhar. Mas essa percepção muda, conhecendo-a melhor. Encanto-me com seu humor, sua personalidade. Sua voz doce me causa a impressão que não preciso que outro som entre pelos ouvidos. Seu sorriso espontâneo, fácil, é a visão que não quero tirar da mente. Seu cheiro é tão embriagante que a mera lembrança desperta-me os sentidos. Vivo um estado permanente de deja vu, vendo-a por toda parte, comparando com as outras mulheres. Mas elas não podem mais distrair-me, a concorrência é desleal. Olhando no espelho, não me reconheço como era. Meus amigos estranham a mudança de meu comportamento, mais arredio, mais desanimado. Quando revelo a ela meus sentimentos, percebo sua confusão, crescendo a cada investida. Me animo para enfrentar a situação, sinto poder nadar contra a maré. Mas sua definição é forte: vai mesmo se casar. A data aproxima-se, aumentando meu desespero. Já não sei mais como conquistá-la, tampouco esquecê-la. Gostaria desconhecer as sensações que venho experimentando, esse forte amargor, esse peso no peito. Tudo é mais fácil na ignorância, principalmente na ignorância do amor.
O jogo do Marcus era: Olhar – Percepção – Impressão – Visão – Lembrança – Deja vu - Reconhecer – Estranhar - Confusão – Definição – Desconhecer.
sábado, 28 de abril de 2007
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