Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue; está começada a crônica.
(fonte: As Cem Melhores Crônicas Brasileiras do Século, Joaquim Ferreira dos Santos (org), Editora Objetiva).
Para a próxima pedi que lessem o texto A 1002ª noite da Avenida Paulista, do Joel Silveira. Está no xerox, junto com outro trabalho do rapaz, 1943: Eram assim os grã-finos de São Paulo.Peço que leiam e pontuem/destaquem/notem a ironia deste moço. Vamos começar a falar do grande Joel na aula que vem. Abaixo, uma fotinho dele.
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