Seus olhos se abririam na escuridão do quarto, mas já seria manhã. Que horas seriam aquilo? Cedo demais. Viraria seu corpo na cama fingindo não perceber o tempo. O relógio então soaria no escuro como uma sirene. Fogo. Levanta. O frio o encontraria nu entrando pela fresta de vidro quebrado. Faltava eu ali para beijar-lhe as pálpebras. Faltava eu para arrancar-lhe um sorriso antes do café.
O tempo se esgota. Hora de sair. Perderia-se no escuro da manhã entre objetos. Casacos. Maletas. Espelhos. Lençóis. Meus braços, mas não estão ali. A rua congelaria-lhe o rosto. Não voltaria. Qual casaco teria escolhido? Que cheiro teria? Que gosto de mulher seus beijos trariam? Quantas mulheres por ele morreriam? Que não eu?
segunda-feira, 21 de maio de 2007
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