terça-feira, 29 de maio de 2007

Quadrinhos


Um novo quadrinho, desta vez do André Costa! Olhem só!


AULA 29 DE MAIO

Nesta aula, iniciamos a conversar sobre o nosso último autor, o Joseph Mitchell. Dele, leremos juntos o livro "O segredo de Joe Gould", composto por dois perfis da mesma pessoa (o tal Joe Gould), um escrito em 1942 e outro em 1964, ambos para a revista New Yorker.

Nesta porção final da disciplina, vamos trocar a sistemática. Como os textos serão mais longos, vamos lê-los em casa e discuti-los em aula. Faremos também trabalhos escritos, mas em aula. A leitura será cobrada.

O primeiro trecho a ser lido é o perfil escrito em 1942, mas curto. Ele chama-se "O Professor Gaivota". O texto (p. 11 a 32 do livro) já está no xerox.

Além de lê-lo, peço que façam um levantamento (por escrito) das seguintes características, para discutirmos em aula (cada grupo de alunos ficou encarregado de um aspecto diferente):

1) Características físicas do personagem - André Dutra, André Costa, Cláudia Rocha, Cláudia Flores, Diego e Eduardo
2) Características psicológicas do personagem - Gabriel, Gabriela, Giana, Greice, Jade, Janaína e Juliano
3) Elementos da linguagem e do estilo do autor - Julio, Lucieli, Luiz Bulcão, Luiz Jacomini e Marcus
4) Características do cenário (a NY retratada por Mitchell) - Mauren, Melissa, Pedro, Rafael, Silas e Veronica

A idéia é fazer este levantamento individualmente, para discutir em aula e, posteriormente, me entregar.

Quem se interessar, há uma biografia do Mitchell em http://www.ncwriters.org/services/lhof/inductees/jmitchel.htm

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Mais quadrinhos

É do Diego!

As que estão à lápis não deu para digitalizar mesmo. Vamos examinar elas juntos na aula, ok?


Texto da Claudia Flores

Seus olhos se abririam na escuridão do quarto, mas já seria manhã. Que horas seriam aquilo? Cedo demais. Viraria seu corpo na cama fingindo não perceber o tempo. O relógio então soaria no escuro como uma sirene. Fogo. Levanta. O frio o encontraria nu entrando pela fresta de vidro quebrado. Faltava eu ali para beijar-lhe as pálpebras. Faltava eu para arrancar-lhe um sorriso antes do café.

O tempo se esgota. Hora de sair. Perderia-se no escuro da manhã entre objetos. Casacos. Maletas. Espelhos. Lençóis. Meus braços, mas não estão ali. A rua congelaria-lhe o rosto. Não voltaria. Qual casaco teria escolhido? Que cheiro teria? Que gosto de mulher seus beijos trariam? Quantas mulheres por ele morreriam? Que não eu?

terça-feira, 15 de maio de 2007

Os primeiros quadrinhos!






Aí vai os primeiros quadrinhos que consegui escanear.
Pela ordem: André Dutra, Claudia Rocha, a dupla Rafael e Silas e Luiz Jacomini.

Os outros estão à lápis, mas vou continuar tentando.


AULA 15 MAIO

Pessoal,

Dei uma olhada nas tirinhas e o material está muito legal! Tem uma produção bem variada de temas e formas, que a gente pode explorar bem na próxima aula.

Estou apanhando um pouco para digitalizar os trabalhos, por desconhecimento meu da máquina, mas prometo que até o fim da semana vou colocando as tiras no site. Não sei se conseguirei digitalizar o material feito a lápis, ok?

Para a próxima aula (22 de maio), a proposta é aproveitar um pouco as idéias que rolaram do bate-papo que tivemos com o Eduardo Axelrud e criar novas tiras, ou aperfeiçoar aquelas já feitas.

Peço tb que vocês leiam o texto "Primeiro, único e desastrado encontro com Getúlio", de Joel Silveira, que deixarei no xerox a partir desta quarta-feira, 16.
GOSTARIA QUE CADA UM ME ENVIASSE UM PEQUENO COMENTÁRIO, DE 3 OU 4 FRASES, A RESPEITO DO TEXTO.

Abraço, Clarice

Jogo da Jade

Palavra de partida: Extravagância
Palavras derivadas: Narcisa Tamborideguy, oncinha, exagero, ousadia, jóias, investimento, personalidade, escolha, moda e perfume.

Texto:

"Eu sei que eu sou a rainha do exagero. Adoro uma oncinha mesmo, me encho de jóias e abuso do perfume.
Andar na moda, pra mim, é um investimento, e eu perco horas na escolha de uma roupa.
Podem falar o que quiser, mas nunca que toda essa ousadia é por falta de personalidade"
(Narcisa Tamborideguy)

sábado, 12 de maio de 2007

Próxima aula

Relembrando o aviso da aula passada, no nosso próximo encontro, na terça, dia 15, vamos nos encontrar às 9h na Agência Escala (Padre Cacique, 320) para um bate-papo com o diretor de criação Eduardo Axelrud. Vamos conversar sobre as tiras do Bib's com o Eduardo, um de seus criadores.

Para se preparar, dêem uma olhada no material do Bib's que está no xerox.

E não esqueçam da tarefa para a aula: uma tirinha!

Abraço, Clarice

Sugestões da Mauren

Pessoal, a Mauren mandou as seguintes sugestões a respeito de quadrinhos:

1 - Nesse link tem uma HQ que eu fiz que não conta necessariamente uma história, ela sugere idéias. Também não tem balão de fala. Sei lá, acho que pode ser um exemplo de uma forma diferente da habitual de fazer quadrinhos. Eu uso o Flickr também pra postar quadrinhos (eu os traduzo, ainda que toscamente, muitas vezes quando faço isso). É um meio bacana que dá visibilidade fora do país quando tu associa as imagens a grupos de comics dentro do Flickr.

2 - Vendo esse cartum, lembrei de que tu tinha sugerido pro pessoal da aula sobre talvez usar uma forma geométrica e brincar com trocadilhos, etc. Dá uma olhada.

Legal! Mandem também seus palpites e sugestões.

Quadrinhos da Mauren

Ela se desenhou dando aula!







quarta-feira, 9 de maio de 2007

Jogo da Claudia Rocha - olha só: um diálogo!

- Isso não dá pra perdoar!
- Porque? Qual a diferença?
- A diferença é que tu ficou com... com um cara sem o centroavante!!
- Centroavante?
- Tu sabe, o dente da frente.
- Ah é, mas tu vai jogar nossa amizade fora por isso?
- Tu é que jogou! Sou uma pessoa que preza a educação, a cultura, o meio ambiente. Não tenho grandes preconceitos. Acho loiros, morenos, negros, amarelos lindos ou não, não é isso que define. Mas o que tu fez não é só uma extravagância! É um traço de personalidade! Tu é uma guria que beija caras sem o centroavante!!
- Caras, caras... foi um só e tu sabe disso. E ele era lindo, inteligente, charmoso, não ia dispensar por essa peculiaridade.
- Peculiaridade? É questão de higiene? Eu não posso nem olhar pra ti. Que nível de desespero, de insatisfação faz alguém fazer o que tu fez?
- Já disse que não é nada disso. É criação da tua cabeça. Não estou desesperada. Só gostei dele. Admito que havia um grande contraste entre a boca e a aparência geral dele. Mas depois do primeiro estranhamento acostuma-se.
- Tu! Tu te acostuma! Adeus. Não posso ser amiga de alguém que acha higiene bucal uma peculiaridade. Não me procure mais!
(Clic)

Palavras: diferença-centroavante-cultura-negros-extravagância-personalidade

Jogo do Júlio

Por mais que tentasse negar, ele sabia que havia chegado a hora. Mas não podia negar que tinha medo da mudança, afinal, estava morando naquela casa há quase 12 anos. Estava acostumado com um bom nível de vida e a separação dele poderia decepcioná-lo a ponto de se arrepender.Contudo, ele sempre gostou de correr riscos e o fato de querer mudar sua vida foi o que mais o motivou a fazer a inovação que tanto precisava. Depois de descobrir isso e surpreender a si mesmo, as coisas só melhoraram, apesar dos problemas que apareceram(nada que um bom conhecimento de vida de seu pai não resolvesse). A sabedoria que foi obtida ao vencer este desafio foi essencial para seu futuro, trabalhando com publicidade em uma agência. E desde então, aquele estudante de 22 anos não passa um dia sem agradecer a Deus por ter saído da casa de sua mãe, já que as brigas lá eram constantes e, assim, ele pôde aprender a “se virar” no mundo.

Palavra escolhida: criação.Seqüência: mudança, separação, inovação, descobrir, surpreender, conhecimento, sabedoria, futuro, publicidade, agência.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Jogo do André Costa

Inovação, dizem. Criatividade não é só arrumar coisas no Photoshop, improvisar na hora de arrumar a TV, fazer um slogan bonito, colocar o acorde certo... Criatividade é pensar ao contrário. Trabalhar a questão, não importando quanto tempo vai levar, pois só a técnica não é o suficiente para fazer a diferença. E raciocínio é essencial aqui: se eu fizer a associação certa, não vou precisar de uma visão do além para resolver o problema. A imprevisibilidade é minha aliada. Quer dizer, criatividade basta para resolver uma questão matemática, certo?

Palavras: inovação. photoshop. slogan. contrário. tempo. técnica. raciocínio. associação. visão. imprevisibilidade

Jogo do Rafael

***A única diferença que existia entre o centroavante e a bola era uma cultura popular de fórmula unânime: a bola deveria ser redonda, o centroavante, não. Talvez até por isso os negros pares da chuteira de Pelé demonstrassem uma certa extravagância narcista, do jogador. Uma personalidade ímpar para um jogador popular. Ou populesco, como costumava dizer Martinha. A garota de cinta-liga verde e uma tônica frontal muito rígida. Era uma peculiaridade entre as meninas da região, mas ela sabia, já tinha dormido com uma porção deles. Talvez não fosse tão redonda quanto a bola nem tão lustrosa quanto as chuteiras, mas com apenas um olhar, poderia dar fim àquele jogo. De mentiras. De futebol. De popularidade duvidosa que dentro das quatro linhas não condiziam com as quatro paredes. Era tudo uma questão de olhar. Talvez de cima, pro gramado. Ou talvez de baixo, pro jogador. E ele saberia que a insatisfação não era futebolística. As bolas que agora se batiam eram outras. E toda aquela criação em campinhos de areia tivesse sido em vão. Quiçá ele já não estivesse mais com a bola toda, de outrora, de tempos de glória. Um contraste com o que ela via na TV e sentia no sofá. Na cama. Na mesa. Uma mesa redonda que certamente causaria um estranhamento a meninas inocentes, simples fãs e admiradoras dos craques da bola. Mas pra ela não, estava em condição superior. Mais simples do que fechar as pernas de um goleiro para evitar o frango era fechar as suas pernas e evitar que ele entrasse com bola e tudo. E ao vê-lo ser derrotado em campo, sadicamente sorria: "De verde hoje, só a grama do estádio".

Palavras: diferença-centroavante-cultura-negros-extravagância-personalidade-peculiaridade-olhar-insatisfação-criação-contraste-estranhamento.

domingo, 6 de maio de 2007

Jogo do Pedro

Muitas pessoas não vêem diferença entre centroavante e atacante. Mas, na cultura futebolística, são duas coisas totalmente distintas. E se “neguinho” é atacante, não sabe ser centroavante. E vice-versa. Atacante pode abusar de extravagância, fazer “firula”. Já um centroavante com personalidade, sabe que não pode enfeitar. É a peculiaridade desse jogador: ele só serve para fazer gols. Num piscar de olhos, ele precisa “meter pra dentro”. Jogador insatisfeito com sua posição, pode ser trocado para qualquer outra. Menos assumir a camisa 9, pois não se pode criar um matador. Ele já nasce pronto. Contrastando com as outras profissões convencionais, não há dedicação suficiente que faça surgir um centroavante do indivíduo que não é predestinado para tal. E, estranhamente, com todas essas evidências, ainda existem camisas que não são a 9 parados na pequena área... Desiste, rapá!!!

Palavras: Diferença-centroavante-cultura-negros-extravagância-personalidade-peculiaridade-olhar-insatisfação-criação-contraste-estranhamento.

Jogo da Greice

Palavras:

Cor
Televisão
Saturação
Perceptível
Policromático
Abstrato
Vermelho
Controle remoto
Balanço
Diferença


Miscelânea

Cor
Televisão-Saturação.
Do Perceptível
Ao Policromático
O Abstrato que influi
Capta e encanta
A criança em sua extensão
Vermelho e encarnado
Envolvente na transmissão
O Controle Remoto controla
O Balanço da Diferença
Desse tipo de veiculação.

sábado, 5 de maio de 2007

Jogo do André

A diferença entre meus colegas de pesquisa e eu é que eu acredito não precisar ser um centroavante de idéias geniais que atuem em uma sociedade como gols contra um time estrangeiro qualquer. Posso simplesmente ter meus valores, legítimos ou não. Nem só de ideologia e intelectualidade se faz uma cultura avançada. Para mim, as culturas tribais anteriores aos tempos negros de escravidão eram muito mais avançadas em valores e estilo de vida. Se eu vivesse em uma sociedade tribal, minha realidade não teria a extravagância do conforto da modernidade, mas teria muito mais personalidade pelo fato de estar vivendo uma vida simples e objetiva, sem me perder na peculiaridade ostensiva de querer ser ou ter mais que meus colegas de tribo. Talvez esse seja um olhar radical derivado da insatisfação que sinto em relação à minha rotina, mas talvez esse olhar seja o primeiro passo para a criação de uma ideologia própria de vida. Porém, não quero viver em contraste com meu mundo através de minhas idéias. Aceito a rotina, evitando o estranhamento dos meus colegas de tribo, evitando fazer um gol.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Jogo da Veronica

Samanta, às vezes, pensava não conhecer verdadeiramente aquele cara, pelo qual ela se apaixonara. Era um homem muito bonito, 35 anos, bem sucedido e com olhos verdes tão transparentes quanto ele, assim ela pensava. Porém, certas vezes, ele a irritava, em função de sua postura diante da vida. Ele era racional demais. Ela tinha que reconhecer que aquele “ser” tinha um lado que a desagradava muito. Era preconceituoso ao extremo, um racista. E tinha um forte senso crítico. Samanta parou por um instante: não poderia ela ser tão crítica com o homem com o qual pretendia passar o resto de sua vida. Ele sempre vinha com um olhar apaziguador, dizendo que os problemas não significavam nada perto de nós mesmos. Como ele era romântico! Surpresas inusitadas, atitudes galanteadoras a faziam sentir-se cada dia mais amada. Apenas uma vez, talvez duas, ele lançara-lhe um olhar intimidador durante uma briga. Samanta assustou-se, mas depois resolveu deixar para lá. Ele era um pouco misterioso; ela desconhecia detalhes de sua vida que ele afirmava não serem relevantes para a relação deles, gostava de pensar que não era mesmo. Refletindo bem, como ele era contraditório: era cético em relação a tudo ao mesmo tempo em que era meio teológico, “pregava” que Deus era responsável pelo Bem e também um “Pai” que sabia punir seus filhos se assim fosse necessário. Não o compreendia bem, mas como era sedutor, com aqueles olhos verdes que a fitavam com ternura todas as vezes antes de beijá-la. Chega! Tinha que deixar de se martirizar com bobagens; ela o amava e isso era suficiente.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Mais uma tira da Mauren!


Jogo da Mauren

A diferença entre o centroavante Josias Negão e o resto de seu time era uma questão de cultura, como ele mesmo gostava de frisar. "Jogadores de futebol, só por que são pobres e negros, podem ser cultos sim senhor", aos brados dizia Negão aos repórteres, em resposta aos questionamentos sobre o lançamento de seu livro de memórias. Alguns torcedores consideraram uma extravagância de sua parte, pelos mesmos motivos contestados pelo jogador. Mas a maioria comprou o livro e mesmo alguns críticos consideraram seu estilo de muita personalidade. Alguns anos depois Negão viria a encontrar alguns exemplares em saldos da Feira do Livro, e os mesmos ainda ostentavam a peculiaridade de possuir o autógrafo do próprio. Seu olhar sobre o mercado editorial passou a ser de profunda insatisfação, não seria mais o mesmo a partir dali. O contraste em relação ao seu entusiasmo de outrora era evidente, pois Negão jurou nunca mais escrever uma linha. Tal decisão causara estranhamento entre os mais próximos, aos quais justificou enfático: "Pobre e nêgo tem mais é que se foder mesmo. Eu vou é jogar futebol que é o que eu faço de melhor". Mas nem isso ele fazia mais como antes.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Jogo da Cláudia Flores

Não lembrava exatamente há quantos anos anos eu não subia naquelas arquibancadas. Minha memória trazia apenas a imagem do meu pai a me levar pelo braço a assistir aos treinos do time do Zequinha, e eu a correr e pular ali como se nem o campo nem os jogadores existissem. Tempos depois, eu com quatorze, não tinha porque não sentir um profundo tédio em rever aquela cena. Um desgosto adolescente em não ser criança nem adulto. Curiosamente, a mesma perspectiva que me faria ver naquele treino uma diferença em relação a todos os outros.

O centroavante atraía a atenção de todos os expectadores. Um negrinho pequeno e ligeiro, que cortava a área com velocidade. Meu pai certamente estaria pensando aquilo que sempre repetia. "É da cultura e do sangue de cada raça. Os negros podem não servir pra nada, mas são os melhores esportistas." Mas o meu olhar de quatorze anos estava paralisado sobre o zagueiro. No meio daqueles negros todos, só o que eu enxergava eram os cabelos louros do capitão do time. Devia medir um metro e noventa, tinha músculos, uma extravagância. Tocava na bola com personalidade. Gritava alto e forte. Só podia ser o homem mais lindo do mundo.

Quando coloquei meus olhos sobre o zagueiro, rezei para que seu olhar em algum instante parasse em mim. Qual seria seu nome? Seria casado? Eu sentia uma imensa angústia. Fui para a rede da arquibancada, corria pra lá e pra cá, mas nada. E não conseguia esconder a insatisfação. "Que foi, guria?" - indagava o pai. "Nada, pai. Nada, nada." Meu pai ficava ali, criticando todo o tempo a criação das jogadas. Dizendo que o técnico não prestava. E acabou falando mal do meu zagueiro. Quase chorei.

Fui embora de mal com meu pai e ele sequer entendeu o porquê. Ele nunca veria o contraste das pernas daquele zagueiro no meio da área. Aliás, eu nunca havia reparado nas pernas de um homem. Isso me causou certo estranhamento. Mas naquela hora, eu só pensava num jeito de convencer o meu pai a voltar no dia seguinte.

Palavras: Diferença. centroavante. cultura. negros. extravagância. personalidade. olhar. insatisfação. criação. contraste. estranhamento.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Jogo do Eduardo

Aprenda com o mestre

Tenho uma grande particularidade: tomo a atitude na hora que ela precisa ser tomada. Não fujo dessa característica, pois é parte da minha individualidade. Hoje, a mina acenou pra mim. Caiu na rede, traço mesmo. Não importa se ela achou diferente meu jeito quietinho de fazer. Importante é ter originalidade, saca? Quem me vê assim tão normalzinho, não aposta que por trás dessa imagem tem um cara queimando em chamas. Tá na minha biologia. E depois de uma noite comigo, ela já é minha propriedade. Pode anotar aí: ela vai telefonar. Ah se eu não fosse mestre em conhecer as minúcias dessa raça...

Palavras associadas a “peculiaridade”: Particularidade, atitude, característica, individualidade, traço, originalidade, imagem, biologia, propriedade, minúcia.

Jogo do Juliano

Parado, encostado no balcão do bar, eu fico quieto, somente a olhar. Não digo nada. Não faço nada. Nenhum movimento sequer que poça demonstrar algum interesse. Somente a imaginação faz com que eu preveja os próximos momentos. O tempo passa. É preciso fazer uma escolha. É preciso tomar uma decisão. Apesar de querer me mover e caminhar em sua direção, não consigo sair do lugar. Permaneço na mesma posição. O instinto me manda ir até ela. O desejo me impele ao ataque. Não existe sentimento ali. O que existe é atração. Abraçá-la, beijá-la, possuí-la. Muito possivelmente esse momento nunca chegue. Mas não existe nada, pelo menos nada suficientemente forte, que me impeça de sonhar.